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PRÁTICAS DE BORDAR O TEMPO

A partir das narrativas iniciais de bordar o tempo, percebe-se que ao dizer da completude 
da trama
faz-se necessário agir, produzir mais ações interligadas com o caminhar para si, 
criando e sistematizando, de fato, um ateliê biográfico da arte-educadora.

Para isso, é preciso enfrentar os dilemas da modernidade, principalmente,

aquilo que dói na pressa por viver, do dar conta de tudo, do fazer acontecer

em oposição às experiências valiosas vivenciadas na arte e na educação.

Conclui-se que bordar o tempo é uma ação consciente, produzida no ateliê biográfico, 
realizada pelo corpo memorial da pesquisadora, na busca pela expressão sobre algo que, muitas vezes, se apresenta impalpável, incorpóreo e abstrato. Ao dar forma para a vulnerabilidade, as práticas apresentadas contemplam diversas maneiras de estar presente: fiando e desfiando, compondo e escrevendo, fazendo e desfazendo, riscando e arriscando, colando e descolando, cores, linhas, pontos e nós.

 

Portanto, no ato performático do bordar tempo cria-se um território propício para que as memórias, imagens, sons, cheiros e lembranças táteis sejam desveladas.

Sentidos disparados, em uma nova maneira de observar e,

por conseguinte, existir (presente, passado e futuro). 

Algumas dessas ações demandam tempo prolongado, lento e recorrente

sobre os documentos, são as entrePausas.

Já as que fazem rápidas, em um próprio movimento de recordar

e esquecer, são as desvelAções.

© 2026 por Sílvia Lima. 

Todas as fotos e arquivos utilizados na plataforma digital são do acervo pessoal da pesquisadora,

de uso e domínio particular, reservada autoria. 

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